Tempo.

Eu sinto falta das nossas conversas, antes éramos muito mais próximos. Conversávamos sobre outros amigos, nossas músicas e filmes favoritos, sobre o futuro e o passado, sobre o agora. Conversávamos sobre nós. Fico triste às vezes por perceber que já não temos isso, que nossas vidas tornaram-se tão independentes e os dias foram nos separando, mesmo que você ainda esteja apenas há cinco ou seis quilômetros de distância de mim. Já não sei sobre o seu dia, já não ligo e nem mando mensagens, assim como você também não faz. Eu tenho tempo, mas não tenho condições. E você, minha amiga, parece não ter o tempo, há outras prioridades hoje e eu entendo, já não faz tanta diferença. Seguimos vidas diferentes e realmente podemos esperar mudanças maiores. Sim, é sempre você e por um bom tempo ainda será. Não tenho vontade alguma de mudar isso, pois tudo o que fizemos juntos está comigo em memórias, guardadas no armário, naquela gaveta que eu não abro. Deixo lá a nossa primeira estória, enquanto registro aqui, para quem quiser ver, que não esqueço. Enquanto guardo, por querer, vivo as mudanças, sem saber.
Acho que agora entendo, mas já faz muito tempo. Não posso mudar isso, mas está tudo bem. Eu estou bem. Você está também.

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