Eu preciso ir.

Após aquela noite a mesma rotina se mantinha. Acordar às 9h,tomar o café da manhã e ir para à praia. Voltar para o almoço e depois ir para à praia novamente. Era uma rotina boa. Alguns dias depois daquela noite os pais de Gabi foram embora e a levaram com sua irmã. Ele ficou por mais uns três dias na casa de praia e durante este período contava as novidades para uma amiga através da Internet e explicava o algumas coisas que aconteceram com Gabriela e a paixonite durante aquelas férias, depois voltou para a capital com alguns primos. Os adultos perguntavam se eles ainda estavam com aquela ‘brincadeira’, mas ele não respondia, apenas sorria para quem perguntasse. Ele foi visitá-la em sua casa nos dias seguintes, durante uma das visitas a irmã estava presente e começou a conversar com eles, perguntou se eles estavam namorando de verdade e os dois olharam um para o outro, sorriram e concordaram. Estavam rotulando o relacionamento que tinham.
Passaram-se três dias desde que oficializaram que estavam namorando e um problema apareceu, ele iria embora. Ele não podia ficar, tinha um emprego onde morava e ainda estava terminando os estudos, ela sabia que ele não devia largar tudo aquilo que ele havia conquistado. Decidiram aproveitar aqueles últimos dias. Ele já nem parava mais na casa de seus avós, ficava mais tempo com a Gabriela. Então o dia chegou, ele estava de malas prontas, vestido com uma calça nova e uma típica camisa Polo listrada. Passou as últimas horas naquela cidade com Gabi, se despediu, mas ela não quis soltá-lo, chorava, era como se ela nunca mais fosse encontrar alguém como ele. Combinaram então de manter o relacionamento através da Internet, sem perder contato. Ela escreveu uma carta, ele prometeu ler apenas no avião. Ela chorou mais um pouco quando ele saiu de sua casa, o abraçou e ele saiu correndo sob uma forte chuva para buscar a mala na casa dos seus avós. 
Durante seis meses eles mantiveram contato através de ligações telefônicas interurbanas e conversas na Internet. Por um imprevisto ele não pode ir vê-la no natal e ela quis esperar o momento certo para um dia ficarem juntos, mas ele não concordou, não conseguia entender por que ela queria terminar, ele gostava daquele relacionamento. Ficaram um tempo brigados. O motivador foi ele. Quase um ano depois eles voltaram a ter contato através da Internet, fizeram pazes e chegaram ao consenso de que as brigas foram estúpidas e sem um motivo real. Ficaram bem. Ele havia acabado de sair de outro relacionamento e ela sabia que ele seguiria em frente, já haviam conversado sobre aquilo. Iriam viver. E se um dia seus caminhos se cruzassem novamente e ainda houvesse qualquer chance de algo acontecer, simplesmente aconteceria assim como foi naquelas férias de julho. 
Ficaram algum tempo sem conversar novamente, ele ainda estava ruim, mas por outros motivos. E um dia ele decidiu falar com Gabriela. Ele se sentia só, mas não queria demonstrar. Conversaram bastante e deixaram todas as notícias em dia e no final daquela conversa ela se despediu, desejou boa noite, mandou beijos e ele respondeu:

– Então beijos, abraços e canções de ninar. Um sorriso, um carinho nos cabelos, um beijo e meu sentimento.
Fim.
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